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Onça-preta é filmada em Reserva no Norte Goiano

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6/11/24

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Felino é considerado a “pantera negra do Cerrado”

Presença do animal atesta a qualidade ambiental do território, que tem uso múltiplo do solo, com um modelo de gestão que alia negócios tradicionais com os da nova economia

Uma onça-preta foi registrada pela primeira vez no Legado Verdes do Cerrado – Reserva Particular de Desenvolvimento Sustentável de propriedade da CBA (Companhia Brasileira de Alumínio) e gerida pelas Reservas Votorantim, localizada em Niquelândia, no Norte Goiano. O animal é um macho adulto que, pela aparência física, indica estar em boa saúde. O felino é da espécie onça-pintada (Panthera onca) com melanismo, uma condição genética que torna toda a sua pelagem preta. Outros cinco registros de onça-pintada de pelagem comum já foram feitos pelas câmeras de monitoramento de fauna, por meio do projeto Monitoramento Participativo da Biodiversidade, conduzido pela Reserva desde novembro de 2020 para o levantamento de espécies no território.

O vídeo foi feito em agosto deste ano e divulgado agora, após triagem das imagens. O registro foi feio por meio do monitoramento fotográfico, que são câmeras instaladas na floresta para pesquisa e estudos de fauna na região.

A pantera negra do Cerrado

De acordo com Stephanie Simioni, bióloga do Onçafari, associação para estudo e conservação da vida selvagem, parceira da Reservas Votorantim, o registro é raro. “A ciência não sabe ao certo a porcentagem de onças-pretas na natureza. Embora outros indivíduos com esse mesmo tipo de pelagem já tenham sido vistos em outras regiões de Goiás, registrar esses animais é raro e extremamente animador”, comemora.

A bióloga explica que as onças-pintadas e a onças-pretas são a mesma espécie. A coloração preta é causada por uma mutação genética que aumenta a quantidade de melanina, uma das proteínas no corpo responsáveis pela pigmentação da pelagem. “O melanismo não é uma condição exclusiva da onça-pintada, outros felinos selvagens também têm. O exemplo mais conhecido é dos leopardos, chamados de panteras negras. E esse nome também pode ser usado para a onça-preta, podemos dizer que é a pantera negra do Cerrado ou a pantera negra brasileira, já que onças-pintadas melânicas também podem ocorrer em outros biomas”, acrescenta Stephanie.

No entanto, a bióloga pondera que a ciência sabe pouco sobre as onças-pretas. “É um animal extraordinário e que pode ter respostas essenciais que a ciência procura para a conservação da espécie. Por isso, saber que esse animal está presente na região é animador, tornando um lugar especial”, diz.

Corredor para as onças

David Canassa, diretor da Reservas Votorantim, diz que o registro foi recebido com muita comemoração por toda equipe. “Por ser um predador do topo da cadeia, a onça precisa de um ambiente saudável e equilibrado para existir. Ela ajuda no controle de populações e é importantíssima no ecossistema em que está inserida, gerando um impacto positivo para toda uma região. Porém, as populações de onças vêm diminuindo ao longo das décadas, sendo o desmatamento e a caça as principais ameaças. Dessa forma, áreas como o Legado Verdes do Cerrado mostram sua importância para que o animal encontre ali um refúgio, conectado a outas áreas conservadas, formando corredores ecológicos paras as espécies”, diz.

No Cerrado, a onça-pintada está classificada como “Em Perigo”, de acordo com o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção (2018), divulgado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).  Para se ter ideia do que isso significa, depois dessa classificação – ou grau de ameaça –, faltam apenas duas categorias antes de o animal ser considerado extinto na natureza. Embora não sejam números exatos, atualmente, a estimativa para população de onças-pintadas no Cerrado é um pouco mais de 250 indivíduos, de acordo com dados ICMBio.  

Monitoramento de fauna

Para ampliar o conhecimento, catalogação e descoberta de novas espécies e registros de animais raros, o Legado Verdes do Cerrado instalou, em 2020, 20 câmeras fotográficas instaladas estrategicamente em diferentes pontos do seu território. O recente registro da onça-preta já é resultado desta ação. 
No entanto, conforme explica Canassa, desde a fundação da Reserva, em 2018, é realizado o levantamento da riqueza biológica presente no território, incluindo da fauna. “A CBA e a Reservas Votorantim já acreditavam que o território do Legado Verdes do Cerrado é um importante refúgio para a vida selvagem do bioma, e os registros ao longo dos anos do Legado estão comprovando isso. O objetivo com o levantamento da riqueza biológica da Reserva é contribuir para o aumento do conhecimento que se tem sobre o bioma, além de gerar dados que subsidiem a criação de negócios baseados na nova economia, que revertam na conservação do território”, explica o diretor. 
Além da onça-pintada e a onça-preta, a onça-parda (Puma concolor) também já foi registrada na Reserva. Atualmente, além dos grandes felinos selvagens, o Legado Verdes do Cerrado já catalogou mais de 90 espécies animais, como veados, caititus, antas, tamanduá-bandeira e lobo-guará.  

Sobre o Legado Verdes do Cerrado 
O Legado Verdes do Cerrado, com aproximadamente 80% da área composta por cerrado nativo, é uma área de 32 mil hectares da CBA - Companhia Brasileira de Alumínio, uma das empresas investidas no portfólio da Votorantim S.A. A cerca de três horas de Brasília, é composta por dois núcleos. No núcleo Engenho, nascem três rios: Peixe, São Bento e Traíras, de onde é captada toda a água para o abastecimento público de Niquelândia/GO. Nele está a sede do Legado Verdes do Cerrado onde, em 23 mil hectares, são realizadas pesquisas científicas, ações de educação ambiental e atividades da nova economia, como produção de plantas e reflorestamento; enquanto 5 mil hectares são áreas dedicadas à pecuária, produção de soja e silvicultura. O núcleo Santo Antônio Serra Negra, com 5 mil hectares, mantém o cerrado nativo intocado e tem parte de sua área margeada pelo Lago da Serra da Mesa.

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Sobre a CBA
Desde 1955, a CBA - Companhia Brasileira de Alumínio - atua de forma integrada, da mineração ao produto final. Com capacidade de gerar 100% da energia consumida através de fontes renováveis, a CBA fornece soluções sustentáveis para os mercados de embalagens, transportes, automotivo, construção civil e bens de consumo, além de ser líder em reciclagem de sucata industrial de alumínio. Com a abertura de capital em 2021 (CBAV3), foi a primeira Companhia no segmento a ter ações negociadas na B3. Com receita líquida de R$ 8,8 bilhões em 2022 e R$ 1,6 bilhão de EBTDA ajustado no período, a CBA tem o compromisso de garantir a oferta de alumínio de baixo carbono em parceira com os stakeholders, desenvolvendo as comunidades em que está inserida e promovendo a conservação da biodiversidade. 
Quer saber mais? Acesse www.cba.com.br

Informações à Imprensa 
Agência Terra Comunicação
Laila Rebecca | lailarebecca@agenciaterracomunicacao.com| 55 (12) 9 9686-3436
 

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